O Velho Vo diante da Escrita



"A história do homem começou a ser escrita há pelo menos 3.500 anos antes de Cristo, quando a arte de escrever foi propagada no Egito.

Os
primeiros documentos, de que se tem notícia, foram achados na cidade de Uruk, sul da Mesopotâmia.

O texto, que a seguir se transcreve, está contido no livro,
Grandes Impérios e Civilizações - Mesopotâmia - volume I, pg. 58, publicado por Ediciones del Prado, S.A. ,
em agosto 1996. O autor, Michael Roaf, foi diretor da Escola Britânica de Arqueologia, no Iraque (1981- 85) e Catedrático-Adjunto do Departamento para Estudos sobre Oriente Próximo da Universidade da Califórnia, em Berkeley:

"O antiga cidade de Uruk, atualmente Warka, no Iraque, esteve habitada durante 5000 anos, desde o início do período de Ubaid até o século III da era cristã.
No 4.º milênio a.C. , Uruk foi a cidade mais importante da Mesopotâmia; compreendia dois centros importantes: Kullaba, onde se encontrava o templo de An, o deus do céu, e Eanna, onde se adorava a deusa Inanna (que depois passaria a chamar-se Istar). Os primeiros vestígios de escrita foram descobertos em Eanna. Durante o início do Período Dinástico I, a cidade de Uruk ocupava uma superfície de 400 hectares e relatos de épocas posteriores dizem que a muralha que a rodeava fora construída por Gilgamesh, o rei lendário de Uruk. A cidade continuou a ser importante centro religioso, cujos santuários foram embelezados por muitos dos sucessivos soberanos da Mesopotâmia".

Como sempre, neste breve período da história da sociedade humana, os homens se integram à arte, quando surgem os primeiros manifestos escritos pelo ser humano, e o seu pressuposto divino.

Naqueles tempos
a escrita, como forma explícita da expressão do pensamento, fluía de maneira elementar, simples e objetiva. Essa disposição intuitiva do ser humano de transmitir o pensamento se projetava no arranjo de símbolos, através de desenhos ou gravuras de animais ou de objetos que se queria designar.
Um sinal claro da vontade de DEUS, a clarear o caminho do homem, coadjuvando-o para edificar o mundo".



O Velho Vo diante do interesse do homem na busca da sua identidade

 

"Durante a tormentosa e eterna caminhada para a felicidade, o homem e a mulher procuram o princípio de tudo, para entender sua origem e encontrar os modos da convivência harmoniosa com os demais.

T. da COROA . RJ . 1996


Mas essa preocupação, em geral, cede logo aos impulsos derivados dos sentidos, da matéria, o que não serve para responder às indagações da alma, que são sublimes. Resta, então, a percepção pela inteligência, que é a ferramenta da razão, o que é essencial à lucidez, mas pouco explorada.

No
meu universo, de tudo que li sobre esse assunto: a origem do homem , alguns fatos impressionam mais. Assim, recordo os ensinamentos que fortalecem o meu espírito.
Da
razão do homem velho, prevaleceu a idéia de DEUS, como a causa de tudo.

Das civilizações mais antigas: dos
sumérios e seus sucessores, dos assírios, dos aramaicos e dos caldeus; dos egípcios, dos hebreus; dos indianos; e dos chineses, vislumbram-se o verdadeiro indício da origem do homem: o temor a DEUS.

Naqueles tempos, a religião, isto é, o sentimento do sobrenatural, presidia as civilizações mais antigas. Aos reis atribuíam-se poderes divinos e as organizações políticas formavam com o
Rei, os sacerdotes, os burocratas e os guardiões.

O
monoteísmo primitivo, com o tempo e diante das superstições ou divergências religiosas, foi sendo fragmentado e, mais adiante, desaguou no politeísmo e ateísmo. Mesmo assim, as civilizações que cultuavam vários deuses, admitiam um como o Deus maior".

O Velho Vo diante dos egípcios

 

"Numa longa história de pouco mais de 4.000 anos, o que impressiona mais da civilização egípcia, que se desenvolveu no vale do Nilo, desde 5.000 a.C., é o governo de um rei divinizado, o Faraó.

IRACEMA de José de Alencar

Os egípcios seguiam o rito, emanado de uma crença politeísta, sendo Osíris cultuado como o deus Sol, com o qual o Faraó mantinha uma relação particularmente íntima.

Embalsamavam seus mortos, convencidos de que um dia eles viveriam no Além.

Nesses tempos as concentrações humanas depositavam suas ansiedades na crença de um
Poder Superior sobrenatural, para o qual apelavam, a fim de terem providas suas necessidades. Os sacrifícios e o respeito aos mortos davam a prova final da diante de um Poder Divino".

T. da COROA . RJ . 1996

 

O Velho Vo volta aos gregos


"Muito tempo mais tarde, na civilização grega, os estóicos, mais resignados, falavam da relação da alma com DEUS.

Entretanto, no curso do desenvolvimento intelectual do homem,
a filosofia, iniciada nos 600 anos a.C., como revelação do pensamento sistematizado, é utilizada por alguns ícones gregos, para especular a origem do homem com as causas naturais.

A ordem desses pensadores, começa com
Tales de Mileto: tudo era feito de água. Daí sucedem os atomistas - Leucipo e Demócrito - com a idéia que tudo provém do átomo, não levando em conta a causa primária do átomo.

 

BANDEIRA JORGE MUCHA

Os que admitiam a procedência da alma, como Pitágoras, Heráclito, Platão, Sócrates, Aristóteles, sugeriam DEUS como a origem de tudo.

O gênio de
Platão, grego, que nasceu em 428 a.C., asseverou, falando sobre a imortalidade da alma, induzindo a idéia que o homem continha um ente divino na sua formação".

T. da COROA . RJ . 1996



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