Os Fundamentos do Pensamento Religioso

 

O Velho Vo diante da Face Principal da Moeda

 

"A natureza do homem vem estampada na tradição religiosa.

 

  HOMENAGEM ao REI DO BAIÃO

Da superstição do homem velho, do princípio dos tempos, às manifestações religiosas dos sumérios, dos assírios, dos babilônios, dos egípcios, dos tibetanos, dos hebreus, dos celtas, do estoicismo de Zênon – IV século a.C. - até o pensamento consolidado pelo Cristianismo, que tem na Bíblia a palavra da história do povo de DEUS".

  SÃO PAULO

 

Mas, adverte

 

"Ao homem, impregnado pelos apetites da matéria, pouco interessa saber sobre isso.

Ele permanece em erro..."

 

O Velho Vo cita como exemplo a palavra de Georges Wells

 

"O homem sempre buscou, pelo tempo, identificar o seu Creador, entretanto, vacila diante da barreira do desconhecido. Sua mente, em geral, pouco evoluída, não consegue ultrapassar o limite do físico, o campo da matéria.

Herbert Georges Wells, notável professor da Humanidade, na sua magnífica obra da História Universal, publicada em 1919, registra a opinião pessoal de que o homem é um produto de transformações de animais, seguindo um processo evolutivo, ao longo de milhões de anos, por força das condições da natureza, principalmente das modificações climáticas.

Na causa da natureza, entretanto, Georges Wells especula.

A Terra teria surgido há bilhões de anos passados, conseqüência da fragmentação do Sol, como supõem alguns astrônomos, geólogos e físicos".

Sobre o homem, diz G. Wells:

"A origem do homem e suas relações com outros animais foi, durante os últimos 100 anos, objeto de grandes controvérsias. A opinião hoje dominante, entre os homens de ciência, é a de que o homem, como todos os outros mamíferos, descendeu de antepassados de espécie inferior. O homem e os grandes macacos, o chimpanzé, o orangotango e o gorila, tiveram um antepassado comum, o qual se originou, por sua vez, de formas inferiores, de algum tipo mais primitivo de mamífero, o qual descendeu de um réptil teriomorfo, e este, de uma série de anfíbios e os anfíbios, dos peixes primitivos. Esta genealogia é baseada na comparação da anatomia do homem com a dos demais animais vertebrados e é confirmada pelas curiosas fases por que passa o seu corpo, antes do nascimento. Com efeito, começa como se devesse ser um peixe, com brânquias e um coração e rim semelhantes aos do peixe, segue por fases que lembram o anfíbio e o réptil e recapitula, finalmente, as estruturas dos mamíferos inferiores..."

"...Mas convém notar que a ascendência animal do homem é ainda apaixonadamente negada por muitas pessoas capazes e mesmo sábias. O governo do Estado do Tenessee, por exemplo, está tão inteiramente convencido do contrário, que proibiu o ensino dessa opinião em suas escolas e colégios. Recorde-se, porém, que a autoridade de Mr. William Jennings Bryan (que seguia, no assunto, o seu grande mestre Jefferson) foi posta na balança contra todo o mundo científico, no processo que daí resultou, em Dayton. Alega-se algumas vezes que várias igrejas e, particularmente, a Igreja Católica Romana, se opõem a esse ponto de vista da descendência do homem de antepassados animais. Mas não parece ser exato. A Igreja Católica Romana não está mais empenhada na doutrina de que o homem foi especialmente criado do que na história de ser a terra chata ou o centro em torno do qual gira o sol. Pensou-se, certo tempo, que estas eram as doutrinas da Igreja, mas tudo isto foi desde então satisfatoriamente esclarecido. Muitos crentes, individualmente, dissentem da opinião científica. Acham mais decente a idéia de que o homem é um ser degradado do que a de ser ele um animal exaltado, mas tal objeção não arrasta a sua igreja como um todo. A tarefa do historiador não é, entretanto, tratar do que é conveniente ou decente, mas do que é verdadeiro. Nenhum grupo cristão considerável, com efeito, insiste hoje na aceitação literal e exata da narrativa bíblica; as liberdades e licenças da grande poesia são mui justamente concedidas; e desde que o biólogo não insiste na origem animal da alma humana, não há realmente disputa entre a religião e a ciência, nesta matéria. Não seria leal, entretanto, prosseguir na descrição da ascendência do homem sem esta consideração preliminar. O Autor fala do que acredita ser a verdade, não lhe cabendo apresentar os argumentos dos oponentes que não lhe parecem válidos e aos quais não pode fazer justiça..."

Obs. O grifo na expressão "homens de ciência" é para enfatizar a face obscura do materialismo, como fonte de onde procede essa concepção; o grifo "Autor acredita ser a verdade" mostra a contradição do próprio Autor.

 

** Wells, H.G. - História Universal - volume 1, página 67, tradução da Companhia Editora Nacional, 1966.

 

 

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