O Velho Vo diante do Genuíno Mundo


O Velho Vo comenta Bertrand Russell

 

"Bertrand Russell, no seu admirável estudo História da Filosofia Ocidental, editado pela Companhia Editora Nacional, para a CODIL, publicado em São Paulo, 1969, condensado em "Obras Filosóficas"¹, pergunta:

"Acha-se o mundo dividido em espírito e matéria? E, supondo-se que assim seja, que é espírito e que é matéria? Acha-se o espírito sujeito à matéria, ou é ele dotado de forças independentes? Possui o universo alguma unidade ou propósito? Está ele evoluindo rumo a alguma finalidade? Existem realmente leis da natureza, ou acreditamos nelas devido unicamente ao nosso amor inato pela ordem? É o homem o que ele parece ser ao astrônomo, isto é, um minúsculo conjunto de carbono e água a rastejar, impotentemente, sobre um pequeno planeta sem importância? Ou é ele o que parece ser a Hamlet? Acaso é ele ao mesmo tempo, ambas as coisas? Existe uma maneira de viver que seja nobre e uma outra que seja baixa, ou todas as maneiras de viver são simplesmente inúteis? Se há um modo de vida nobre, em que consiste ele, e de que maneira realizá-lo? Deve o bem ser eterno, para merecer o valor que lhe atribuímos, ou vale a pena procurá-lo, mesmo que o universo se mova, inexoravelmente, para a morte? Existe a sabedoria, ou aquilo que nos parece tal não passa do último refinamento da loucura?

Este questionário, no mínimo curioso, pensado por Bertrand Russell, no final do século XX, é apenas uma pequena prova da complexidade da existência, cuja definição a inteligência humana não foi capaz de concluir pela falta absoluta de dados concretos que ao homem não foi dado conhecer, mas que lhe foi facultado o livre arbítrio para decidir de acordo com a capacidade físico-psicológica e a consciência que tem; que não se deve ficar submetido ao fato, ou seja, o que é real, mas sim, pelo simples enunciado, que admite o mistério, considerar o que está além do fato, portanto, sugere imaginar a causa da Vida.

No momento, vale responder o principal:

 

"E criou DEUS o homem à sua imagem: fê-lo à imagem de DEUS, e criou-os macho e fêmea

Assim o Espírito de DEUS governa o Mundo e o espírito do homem triunfará sobre a matéria.

 

Sobre o homem, Bertrand Russell parece vulgar porque não diz palavra sobre o seu caráter sublime:

"É o homem o que ele parece ser ao astrônomo, isto é, um minúsculo conjunto de carbono e água a rastejar, impotentemente, sobre um pequeno planeta sem importância"? Ou é ele o que parece ser a Hamlet? ² Acaso é ele ao mesmo tempo, ambas as coisas?

Mas, Bertrand Russel reconhece a existência passada de "fatores religiosos e éticos herdados" que presumem a ligação do homem com DEUS e, pela investigação chamada científica, situa a filosofia como uma prática do pensamento que se desenvolve entre a

teologia - "especulações sobre assuntos que o conhecimento exato ainda não conseguiu chegar" - e a ciência - "como todo conhecimento definido".

Entretanto, ele ignora qualquer possibilidade da ação divina na criação do homem. Assim, fica clara sua opção pela teoria naturalista, o que caracteriza sua visão materialista, mas, como a questão da Vida transcende à matéria, e ele não conhece os elementos constitutivos para definí-la, prefere deixar a escolha à avaliação subjetiva de cada um, quando indaga sobre espírito e matéria.

De toda sorte, isso prova que o homem e a mulher, desde os primeiros tempos, procuram identificar a sua origem, assim como o filho que procura reconhecer os pais, em meio a esse turbilhão de pessoas e coisas".

 

O Velho Vo, nesse ponto, acrescenta...

 

"Pelo visto, numa análise mais atenta de tudo o que foi dito, surge a hipótese bem nítida, das idéias difundidas.

A circunstância do pensamento oscilar entre o desconhecido, abstração mental, e a realidade, observação concreta, conduz o entendimento generalizado de que o homem deva ser discutido em face das suas aptidões físicas; explica-se essa tendência porque vivemos no mundo real, onde os fatores materiais são mais sensíveis aos sentidos. Mas, a investigação arqueológica e científica, que simplificou o trabalho do homem na busca dos seus ancestrais primatas, fracassou, o que autoriza dizer que:

 

o homem deve ser entendido pelo seu valor psicológico, que provém da alma".

Tharsis-T. Antiga do Meier-RJ.2000

 

 

O Velho Vo apresenta a Décima-Sétima Conclusão Grave desse estudo

 

ASSIM COMO ANALISAR O HOMEM PELOS CARACTERES DO CORPO CONDUZ AO MATERIALISMO, ENTENDER O HOMEM PELA VISÃO DA ALMA ENCONTRA DEUS

 

O Velho Vo repudia a agressão ao ser humano...

 

"Na Idade Contemporânea o domínio do homem sobre o homem continua. O propalado "progresso material", proporcionado pela ciência, não passa de mero mote da propaganda enganosa. A Humanidade continua mutilada, com seu terço distanciado dos bens, condenado à miséria e a conseqüente fome.

Assim, a liberdade está sofrida.

Para conter a pressão social, cada vez mais ostensiva e diversificada, decorrente desse desequilíbrio odioso, os governos que se auto proclamam de grandes, se ajustam como "poder mundial" e sob a epígrafe do imaginário neoliberalismo afrontam a soberania dos demais Estados nacionais pela arrogância bélica. Pelos meios de comunicação essa truculência é irradiada e contamina todos os níveis da escala social.

No varejo, em muitos lugares, a linguagem ambígua, urdida pelos predadores da mente, braço dissimulado dessa forma internacionalista de domínio, é disseminada nos meios de mídia, em destaque na televisão, para manter a confusão, DEUS ou macaco, e segue o método de reduzir o ser humano à sua expressão mais baixa, condição básica para predispo-lo à violência, com a intenção visível de mantê-lo submisso e sujeito à matéria.

No Brasil, o fim deletério desse falso jornalismo, covarde e conivente, que a partir de 1950 impressiona os lares, é violentar os mais jovens e desprotegidos que, humilhados na negativa da cultura, apanágio do cidadão livre, ainda são subliminarmente estimulados pelo "canto da sereia" da tentação consumista, para um viver promíscuo e permissivo dos costumes e, em seguida, fragilizados, acabarem na desordem. O objetivo desse sofisticado meio de extermínio ou autofagia social, uma modalidade de guerra que dispensa a ordem dos quartéis, é produzir a limpeza étnica pela "seleção natural" da legião dos excluídos e dos excedentes do mercado de trabalho, que ano a ano ascendem a essa contingência. Ao governo, em geral omisso ou complacente com as causas que conduzem a essa perversão, a desigualdade e a injustiça, sobra a relevante tarefa de produzir leis restritivas da liberdade e construir prisões para encarcerar os "bandidos", produto final desse desarranjo social.

Como você constata, esta é a linguagem espúria que atiça uns contra outros. O abuso da linguagem, isto é, a linguagem utilizada para enganar é o lixo que corrompe, desagrega, degrada e destrói.

Diante da mistificação e na insistente busca da verdade, pela intuição, que é atora do meu pensamento, procurei predispor o meu espírito para que pudesse atingir o nível de compreensão necessário a esse entendimento. No início foi paciente desenvolver e manter um trabalho mental para encontrar o caminho certo.

O mais difícil foi romper a barreira do visível, abstrair-me da matéria, sair do mundo físico e adentrar no mistério, no mundo metafísico.

Logo, para enfrentar essa agressão você deve estar pronto para analisar a linguagem pregada, que lhe impingem, assimilar a linguagem útil e rejeitar a linguagem nociva, anulando qualquer manifestação que concorra para desenvolver esse processo de degeneração.

Para embasar essa opinião Thomas Hobbes, inglês, que nasceu na aldeia de Westport a 5 de abril de 1588 e morreu em Hardwick no ano de 1679, filho de família pobre, com 54 anos publicou o estudo que denominou "Sobre o Homem", publicado em 1658, disse:

"...a mais nobre e útil de todas as invenções foi a da linguagem, que consiste em nomes ou apelações e em suas conexões, pelas quais os homens registram seus pensamentos, os recordam depois de passarem, e também os usam entre si para a utilidade e conversa recíprocas, sem o que não haveria entre os homens nem Estado, nem sociedade, nem contrato, nem paz, tal como não existem entre os leões, os ursos e os lobos",

e conclui:

"A linguagem usada para mostrar o conhecimento aconselha e ensina".

 

O Velho Vo, sem perder a lógica do seu pensamento, continua...

 

"O homem e a mulher estão inertes frente a Teologia e a Ciência.

Hoje mais se impõe o Saber, pois o egoísmo parece prevalecer no inconsciente das pessoas.

O bom proveito dos meios disponíveis, utilizados da maneira simples, motivaram-me para encontrar o DOMÍNIO DO SABER. e transmitir para você o que aprendi na Escola dos Homens e na Escola transcendental da Vida.

Muitos desconhecem esta mensagem porque estão reduzidos à mediocridade e, no estado de ignorância em que se encontram, são verdadeiros condutos do mal, derivado da senda materialista, vítimas da mistificaçao intelectual, dos truques da linguagem, processo deliberado que continua dilacerando a verdade e semeando o ódio.

Diante desse novo paradigma - o Saber - e, sobretudo pelo convencimento e vontade para acabar com esse jogo diabólico, tanto quanto for possível, como outros já o fizeram, você muda o curso da Humanidade".


 

O Velho Vo apresenta a Décima-Oitava Conclusão Grave desse estudo

 

NÃO PERCEBERAM, COMO A LUCIDEZ DOS SÁBIOS, QUE O ESTADO DE VIOLÊNCIA INSTALADO E QUE SE

AGRAVA DIA A DIA, EM MUITAS PARTES DO MUNDO, É O RESULTADO IRREVERSÍVEL DESSE PARADOXO

 

O velho Vo pressente o novo homem...

 

"Quando um não quer dois não brigam"

"No ensejo da odisséia do homem, em busca da identidade eterna, junto minhas apreensões, para tentar clarear a face obscura desse enigma.

Você deve perguntar: afinal, quem sou? De onde venho? Para onde vou? O que explica e dirige o meu comportamento, a razão ou a emoção, ou ambas? Sou parte de um plano divino ou mero efeito do "acaso e a necessidade"? E o viver e conviver, o que significam? O homem e a mulher devem considerar DEUS, nas suas ações ou ignorá-lo, procedendo dando azo aos ditames do corpo? E a prosperidade da sociedade humana, deve ser entendida como uma utopia?* Thomas Morus, filósofo inglês, (1480-1535).

Na observação e estudo dessas indagações, dediquei parte do tempo do meu viver, e no exercício da Vida, pouco a pouco, foi se formando um juízo que ganhou configuração própria quando percebi o fio da meada que projetou o Poder de DEUS no meu coração.

Depois, quando li esta página no livro da memória, guardada na minha mente, entendi porque o homem permanece na estagnação e, como escravo da matéria, fica sujeito ao caudal da violência, o que explica o fracasso da convivência.

O que já venho dizendo nesse discurso e repito: o homem está em conflito consigo mesmo, dividido entre espírito e matéria, entre DEUS e o macaco, e pior, encontra-se prisioneiro desta armadilha. Uma dúvida cruel que anula, em geral, os ganhos decorrentes do seu trabalho, e o coloca como inimigo do outro homem.

A capacitação indica que o homem e a mulher aprendem de muitas maneiras e em vários momentos. Da concepção ao nascimento, já possuem a Vida, dádiva de DEUS. E a luz, dá seqüência a esta Vida. Em seguida, aprendem na família, com os pais. Na escola, com outras crianças e com os professores. No trabalho, com os companheiros. Na convivência, com as pessoas.

No dia a dia da Escola da Vida aprendem pela arte, pela natureza e pela necessidade.

Aprendem, acima de tudo nos livros, a respeitar o passado e projetar para o futuro, de homens anteriores de extraordinário Saber que plantaram as sementes do porvir e disseram, muito antes, que DEUS é a causa de tudo, exatamente como está nas Escrituras, e que só através Dele o homem vencerá o gênio do mal.

Agora você sabe que a linguagem é a arma poderosa que DEUS colocou a serviço do homem, usada como instrumento do pensamento para a convivência pacífica das pessoas e para facilitar a profusão da cultura humana.

Ora, nesse estado consciente a vitória não virá pelas artimanhas da política ou será resultado da arrogância bélica.

A você, com os atributos físicos e psicológicos herdados e o conhecimento provindo das variadas fontes e a ferramenta da razão para criticar e filtrar, cabe encontrar o novo momento para estabelecer a harmonia.

Você também verá DEUS para vencer o dilema - espírito e matéria - que o aflige desde criança e confunde a idéia de toda gente".

 

Vitória!

Este momento do homem é um triunfo pessoal, singular, subjetivo, que sublima o senso do Saber. É conseqüente de uma competição diferente, que se instala dentro de você, onde o bem vence o mal. Assim aconteceu, assim acontece e assim acontecerá com cada um, até a mudança de todos para realizar o Genuíno Mundo".

         Turma da Amizade

 

 

O Velho Vo acrescenta a Décima-Nona Conclusão Grave desse estudo

 

O SINAL DA IDENTIDADE É ESSENCIAL PARA O HOMEM ENCONTRAR A SUA VERDADEIRA GRANDEZA COMO

SER HUMANO E REDEFINIR O SEU PAPEL NA RELAÇÃO HUMANA

 

O Velho Vo resume O Domínio do Saber...

 

"Todo o meu convencimento está fundado na interpretação dos fatos à luz de uma força espiritual benigma e que brota do amadurecimento da mente, diante das vicissitudes da Vida, dos exemplos passados, do vai e vem febril das pessoas em busca de alguma coisa, dos apelos endógenos e exógenos da matéria e mais ainda, diante da miséria que degrada a razão humana.

O meu objetivo, claro, é acabar com a impostura que avilta a dignidade da pessoa humana".

 

O Velho Vo despede-se com esta singela dedicatória

 

A você que concedeu sua preciosa atenção para tudo que foi dito, interpretado e mostrado, dedico esse trabalho e espero estar contribuindo com o meu testemunho e os meus pensamentos, para ajudá-lo, se assim o deseja, a encontrar o atalho que conduzirá todos a um único caminho, o caminho da solidariedade, o caminho da fraternidade. O caminho de DEUS.

Um dia, certamente, quando sua mente estiver predisposta para vencer a dúvida, você encontrará esse Mundo.

 

 

F I M

 

 

 

1. Russell, Bertrand - História da Filosofia Ocidental, volume 1, Introdução, páginas IX e X;

2. Gênesis (1, 27), Bíblia Sagrada;

3. Hamlet, Dicionário Aurélio - Século XXI;

* Utopia, Dicionário Aurélio - Século XXI - país imaginário, criação de Thomas Morus (1480-1535), escritor inglês, onde um governo, organizado da melhor maneira, proporciona ótimas condições de vida a um povo equilibrado e feliz.