O Velho Vo diante do Viver

 

"Afinal, o que é o viver?

Como disse anteriormente, o viver é a face explícita da Vida, é o efeito da Vida, é o exercício da Vida...é a forma da Vida.

O ser humano, assim como a rosa, é fruto da dádiva da Vida, com a diferença: ele é dotado da alma, do espírito. Portanto, o homem e a mulher têem uma competência singular que lhes permitem realizar a arte do viver. Isso lhes conferem autonomia para atender a individualidade e a convivência. Essa capacidade faculta o homem dirigir o viver diante da materialidade do bem e do mal, devido o livre arbítrio.

O predicado de poder escolher o jeito de viver possibilita o homem ou à mulher prever o plano do viver, que deve estar em conformidade com o plano da Vida.

Ora, não se desespere, você também é capaz de fazer o viver, ou seja, observar os modos próprios que são decorrentes da própria Vida.

Veja o acervo da construção humana que muitos chamam de cultura humana. O desenho ou gravura, a escultura, a pintura, a literatura, a música, a arquitetura, a arte cênica ou dramática e muitas outras práticas emanadas da alma, são facetas da arte. Essas são as formas extraordinárias do exercício do viver e que alicerçam a obra humana; a linguagem pura, que materializa a concepção intelectual do homem, e cujos resultados excitam os sentidos e provocam a razão, que lhes atribuem valor: isto é o viver! Para si e para o conviver.

Na relação humana o viver pode ser comparado a um simples quadro da pintura, a um elementar ensaio literário, ou a um pequeno passo da ciência. Nessa acepção o viver é feito da arte do homem.

O viver, procedente da arte, possui qualidade.

 

 

PÁSSAROS IMPERIAIS

  Você faz o viver quando aplica bem os ensinamentos decorrentes das fontes do Saber. Cada momento, cada fato acontecido, representa um ensinamento importante, uma referência. São as lições que a Vida proporciona e que se sucedem, muitas vezes independentes da vontade do homem ou fora do seu domínio e que são mostradas para você refletir, criticar, ajuizar e atuam como a luz, para iluminar o caminho".

THARSIS . HUMBERTO . RJ . 1991

 

 

O Velho Vo lembra Durant

 

"WILLIAM JAMES (WILL) DURANT, escritor norte-americano, 1885 – 1935. Na coleção "Obras filosóficas", volume V "Os Pensadores", Introdução, páginas 4 e 5, ele diz:

"...Não, a verdadeira história do homem não está nos preços e salários, nem eleições e batalhas, nem no nível de vida do homem comum: está nas duradouras contribuições dos gênios para a soma da civilização e da cultura humana. A história da França não é a história do povo francês, o desenrolar da vidinha de criaturas sem nome que lavraram o solo, fizeram sapatos e roupas, mascatearam artigos (porque estas coisas sempre foram feitas em todos os tempos); a história da França é o relato da ação dos seus homens e mulheres excepcionais, seus inventores, cientistas, homens de Estado, poetas, artistas, músicos, filósofos e santos, e das adições que eles trouxeram à técnica e à sabedoria, às artes e aos costumes, tanto da França como da humanidade. E o mesmo com todos os demais países; a história do mundo é a história dos grandes homens. Que somos nós senão tijolos e cimento que eles manejam para a melhoria das raças? Porque êsse motivo encaro a história, não como o doloroso palco da política e das carnificinas, mas da luta do homem guiado pelo gênio contra a inércia da matéria e os escorregadios segredos do espírito; luta para compreender, para dominar e para refazer-nos a nós e ao mundo. Vejo homens de pé à beira do conhecimento, sustendo um archote pouco adiante de suas cabeças; homens esculpindo no mármore formas que enobrecem a espécie; homens moldando povos em melhores instrumentos da grandeza; homens sonhando com vidas mais altas – e vivendo-as. Temos aqui um processo de criação mais vivaz do que em qualquer mito, uma religião mais real do que em todos os credos. Contemplar tais homens, insinuar-nos pelo estudo em seu convívio, observá-los no labor e aquecer-nos à flama que os consome – isto é reconquistar alguma coisa do êxtase que a juventude nos dava, quando no altar ou no confessionário sentimos a presença de DEUS. Nessa sonhadora juventude críamos que a vida era um mal, e que só a morte nos poderia erguer ao paraíso. Erro. Ainda em vida podemos penetrar no Éden. Cada grande livro, cada obra de arte, cada biografia dum grande homem, constitui um apelo e um abre-te sézamo para os Campos Elísios. Muito cedo apagamos a chama da nossa esperança e da nossa reverência. Mudemos de ídolos e reacendamos as velas".

 

"Os Homens Envelhecem, Mas Não Amadurecem"

ALPHONSE DAUDET

 

 

O Velho Vo diz a Segunda Conclusão Grave desse estudo

 

O HOMEM E A MULHER

PRECISAM ENTENDER E ACEITAR

OS DESÍGNIOS DE DEUS

 

 

AVANTE